Em 2018 o Global Peace Index (GPI) classificou Portugal como o 4º País mais seguro do Mundo
O desenvolvimento de Portugal nos últimos anos depende da melhoria do indicador de instabilidade política do relatório. Notavelmente, a recuperação da crise financeira de 2010-2014 levou a um cenário político e econômico mais estável. Em dezembro de 2017, a taxa de desemprego de Portugal caiu para o menor nível em 13 anos, para menos de oito por cento. Esta é uma queda constante do pico de 2013 no meio da crise financeira. A pontuação estável de Portugal no Índice de Paz Global de 2018 é atribuída a 65% dos indicadores que não mudaram em relação ao ano anterior.
Portugal nos rankings globais encontra-se nos primeiros lugares e teve, nos últimos dois anos, a melhor melhoria no índice de manifestações de violência e de instabilidade política, refletindo as melhorias contínuas no contexto do retorno gradual do país à normalidade política após o seu processo de ajustamento económico e financeiro da UE / FMI.
O domínio dos Conflitos em Curso não viu deterioração alguma, embora o domínio da Militarização tenha visto várias pequenas deteriorações.
A Islândia continua a ser o país mais pacífico do mundo, posição que ocupa desde 2008. A Nova Zelândia, a Áustria, Portugal e a Dinamarca também nas cinco posições mais pacíficas.
A Europa, a região mais pacífica do mundo, registrou uma deterioração pelo terceiro ano consecutivo. Deteriorando-se em todos os três domínios GPI e onze indicadores, principalmente na intensidade dos conflitos internos e nas relações com os países vizinhos. Pela primeira vez na história do índice, um país da Europa Ocidental experimentou uma das cinco maiores deteriorações, com a Espanha caindo 10 posições no ranking para 30, devido a tensões políticas internas e um aumento no impacto do terrorismo.
A tranquilidade conforme revela o IPG tem um impacto direto no desempenho macroeconómico de tal forma que nos últimos 70 anos o crescimento per capita foi três vezes superior em países altamente pacíficos comparado a países com baixo nível de pacificidade. As taxas de juros são igualmente mais baixas e mais estáveis, bem como a taxa de inflação. O investimento estrangeiro direto é também muito superior nestes países.

É claro que não podemos afirmar que não existe crime em Portugal. Qual a sociedade que não padece desse mal? O que o estudo do GPI nos diz é que dos 168 países analisados Portugal, tem um nível de segurança dificilmente ultrapassado por qualquer sociedade, o que se reflete na qualidade e no bem estar da vida portuguesa. Quando se vive no Brasil que ocupa o 103º lugar e com o crime violento a aumentar todos os dias, pensamos o que fazer com os filhos adolescentes que já não estão permanentemente em casa. Ou, quando as crianças dos EUA que vão para os locais de ensino, todas as manhãs num país que está constantemente a sofrer massacres nas escolas, diga-se que os Estados Unidos estão colocados na posição 143º no GPI.
Ao olharmos os dados recentes de 2017 vemos que o mundo se tornou menos pacífico nesta altura e a Europa foi a região mais afetada pelo terrorismo sendo a Turquia, França e Bélgica, os países mais sofredores, se compararmos com o ano anterior. Os indicadores que dizem respeito à intensidade dos conflitos internos e à relação com os países vizinhos são prova disso, se olharmos para a classificação de Espanha (20ª), da Inglaterra (28ª) e da França (30ª).
Assim, o GPI de 2018 revela um universo em que as tensões, conflitos e crises que surgiram na última década permanecem sem solução, especialmente no Oriente Médio, resultando numa queda gradual e sustentada na paz.
Importa referir que, em pleno auge de globalização a sociedade procura ainda encontrar valores essenciais ao bem estar comum, como a liberdade a segurança e a justiça uma vez que o sentimento de insegurança e a consciência dos perigos são cada vez mais uma constante nas sociedades modernas.
Os desafios colocados aos estados e às organizações internacionais, hoje em dia vão no sentido de implementar cada vez mais medidas estruturais, que proporcionem uma vivência humana pacífica.
Como resultado podemos afirmar que também o aumento de expatriados que procuram Portugal para viver fazem-no primeiro pela segurança, á frente de outros fatores como a economia, a saúde, a educação ou a hospitalidade.
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